In The Sky With Diamonds


 



 

 



07/06/2004 17:22
Eu
Andei um pouco sumido. Não estava com muita inspiração. Estou passando por uma fase estranha, me formei e continuo fazendo a mesma coisa. É como se as pessoas chegassem e te dissessem: “E agora?”. E tu respondesse: “E agora o quê?”. Um momento da vida passou e eu nem vi.

Manifesto contra Flávio Obino, Presidente do Grêmio
- Antes da sua gestão, éramos um time que brigava por vagas na Libertadores. Depois, nem o Campeonato Gaúcho ganhamos.
- Antes, tínhamos um ótimo técnico, com filosofia de trabalho e projeto de continuidade. Na sua gestão, tivemos só tropeços e figuras ridículas.
- Antes, tínhamos um time-base bem forte e reforços de consistência chegavam toda hora, formando um bom plantel. Hoje, nem time titular temos.
- Antes, tínhamos um Presidente que sabia ostentar os símbolos gremistas e fazer esse manto sagrado decidir em campo. Agora, temos uma figura patética que faz com que tudo isso pareça ridículo e piegas.
- Antes, estávamos competindo por qualquer título. Agora, lutamos para não sermos rebaixados.
- Em um ano e meio, o Grêmio afundou. Tudo isso devido à infinita incompetência deste senhor na área do futebol. Mas futebol nem é importante para o Grêmio....
O Brasil das Eliminatórias
- Parreira finalmente imprimiu seu estilo “toca pra lá, toca pra cá” na seleção. Como eu disse, tudo dependia da movimentação dos dois articuladores. Contra a Argentina, não funcionou muito bem, decidimos na individualidade do Ronaldo. Contra o Chile, funcionou. Os laterais é que não foram bem. Talvez uma das razões para ter funcionado foi o fato de Juninho e Edu serem jogadores mais ou menos homogêneos, o que facilita o entrosamento.
- A Copa América ajudará a definir nomes como Luisão, Edu, Juninho, Júlio Baptista, Mancini, Luis Fabiano, Alex, Adriano e alguns outros.

Amsterdam rocks
Depois de uma passada inusitada em Haia (Den Hagen, em holandês, a figura aqui desceu antes no trem e, quando se deu conta, era tarde), finalmente chego na desejada Amsterdam. Vou direto ao Albergue, sistema de bonde perfeito (anuncia em visor eletrônico a próxima parada, com televisão e tudo mais). Chegando no Albergue, no beliche de baixo está um cara esquisitão, com cara de árabe (talvez até terrorista iraquiano). Tento falar em inglês, não sai nada. O cara vai tomar banho, eu me sento para dar uma descansada. Penso: não pode ser, pelo menos tenho que saber de onde vem esse cara. Na volta, gesticulando na minha direção, eu dizia: “Moysés, brasileiro” e apontava para ele. Então ele sussurrou, “Espanha”. E eu, aliviado, “Ah, España, amigo!”. Hehehehe. Eram dois bascos que estavam lá, de férias. Foram minhas companhias em Amsterdam, caminhando pelo centro, com suas características todas próprias: o rio Amstel passando por dentro da cidade, os canais, as pistas para ciclistas em qualquer lugar que você for, o ambiente aberto e cosmopolita, a turistada por todos os lados. Na noite, fomos conhecer o “Bairro da Luz Vermelha”, onde há prostitutas nas vitrines, coffee shops, lojas de alucinógenos, traficantes que te oferecem tudo que você imagina e, ao mesmo tempo, uma onda que parece uma “ola” de estádio de futebol de turistas de todas as idades. Por isso, não há problema de criminalidade. No dia seguinte, fui conhecer os Rembrants do Ridjsmuseum (a “Ronda Noturna” é espetacular) e caminhar, sozinho, pela cidade. Na noite, reencontrei os amigos no albergue e fomos conhecer os tais dos coffee shops.....

Yahoo! e suas loucuras
A propósito, digitando “Amsterdã” no Yahoo! sai uma notícia da BBC que informa ter sido encontrada uma maleta com de 1500 a 2000 narizes de macacos (!) em Amsterdã. É coisa pra louco, mesmo. O que alguém ia fazer com tanto nariz de macaco?
Amsterdã funciona
- Amsterdã, assim como os países nórdicos, é o sonho dos iluministas antigos, que colocavam lado a lado liberdade, igualdade e tolerância. É impressionante como pode uma cidade funcionar tão bem em termos de serviços públicos, ter índices baixíssimos de criminalidade e saber lidar com tolerância com o diferente. É admirável. Na verdade, o próprio deslocamento das prostitutas para um bairro e da maconha para os coffee shops é parte da organização perfeita da cidade.
- O único problema de Amsterdã é que é uma cidade um pouco cara demais.

Programinha de namoro
É uma delícia, né? Poder ficar com a minha namorada todo fim-de-semana, com o frio que rola aqui em POA, vendo um filminho (mesmo que seja aquela aguinha-com-açúcar do Santoro, do Hugh Grant e outros), embaixo das cobertas, tomando um vinho tinto seco, cabernet sauvignon da Serra Gaúcha. O inverno é ótimo para quem está bem acompanhado. Pena que, no dia dos namorados, não poderemos estar em Gramado, tirando uma fotos daquelas cachoeiras e daqueles morros enormes, ou comendo um bom foundie. Não conseguimos pousada.

Finalzinho

- Ah, vi fervorosamente os 13 episódios iniciais da “Saga de Hades”. É demais. Uma emoção extraordinária ver os Cavaleiros de Ouro duelando entre si. Ver o Saga lutando, lançando aquele golpe animal no irmão, ver o Aioria detonando o Espectro que o enfrentou, ver o Mu mostrando seu poder, o antigo mestre e o Mestre Ancião, Dohko. Estou esperando ansiosamente os episódios que vem por aí (achei que já existiam, mas o Bruno me disse que são os únicos).
- Baixei o “The Singles 1992-2003”, do No Doubt, que estava com grande vendagem lá do outro lado. Bem legalzinho. “It’s my Life” é bem up.


Trilha sonora do post: L7, “Pretend we’re dead”.

enviada por -M-O-X-






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