In The Sky With Diamonds


 



 

 



18/05/2004 00:51
Lula e o NYT
- A questão tem que ser bem entendida. O que indignou Lula não foi uma preocupação pessoal; foi uma preocupação patriótica. A fama de presidente bêbado prejudicaria o Brasil na política externa. Por isso, poderia tomar duas medidas: a) ou ir atrás dos seus direitos no Poder Judiciário; b) ou cassar o visto do jornalista em represália. Como Lula não confia no Judiciário e o NYT negou-se a se retratar, resolveu cassar o visto.
- O visto é uma decisão política. Quem já passou pela imigração dos EUA ou da Inglaterra sabe disso. Lá, negar visto é algo bem tranqüilo. Mesmo assim, eu não teria cassado. Mas entendo perfeitamente as razões que levaram a isso.
- Esse assunto, na verdade, já encheu o saco.
Tracklist
- Bom, tenho uma tracklist mais ou menos para o CD dos anos 90/2000: 1 - U2 - "Where the streets", 2 - Pearl Jam - Black; 3 - Ben Harper - The Drugs don't work; 4 - Radiohead - There there; 5 -Coldplay - Clocks; 6 - Matchbox Twenty - 3am; 7 - Smashing Pumpkins - 1979; 8 - Blind Melon - Soup; 9 - White Stripes - "I just don't know..."; 10 - The Strokes - Someday; 11 - Oasis - Live Forever; 12 - Verve - Lucky Man; 13 - Gorillaz - Clint Eastwood; 14 - Massive Attack - Group Four; 15 - Radiohead, Paranoid Android.
- É uma tracklist adaptada ao gosto que eu acho que pode colar no véio. Prodigy ou Portishead, por exemplo, não colam.
Filmes por aí
- Vi hoje o piradaço "Cidade dos Sonhos", de David Lynch. Excelente. Mas confesso que entrei no IMDB para entender melhor o final. A atmosfera onírica e surrealista é especular. Dali nas telinhas? Nesses 100 anos dele, tudo me lembra Dali. Houve gente da lista do Jurandir Freire Costa, que assino, que viu ali toda teoria freudiana dos sonhos.
- No sábado vi o confuso, mas não tão surrealista, "O Segredo de Charlie". Estranho isso! Sem querer, peguei dois filmes com os personagens com nomes trocados. Bonzinho, mas fiquem com o Lynch, que é melhor.
- Claro, vi TRÓIA no sábado. Posso dizer o seguinte: a) faltou a presença dos deuses, fundamental na poesia homérica; b) Brad Pitt, um ator que acho fantástico, está apenas razoável; c) já Eric Banna está muito bem; d) a trilha sonora é HORROROSA. Falando sério: H-O-R-R-O-R-O-S-A. Muitas cenas que poderiam crescer e se tornar apoteóticas são estragados pela trilha sonora de uivos femininos. É como se vc colocasse Enya onde deveria estar Wagner; e) as paisagens são lindas e mitologia grega é sempre mitologia grega. No cômputo geral, o filme vale a pena. Mas sou mais Gladiador.
- A crítica do Pablo Vilaça está boa (www.cinemaemcena.com.br).
Any Given Sunday
- No domingo, o Grêmio vacilou e empatou com o fraco Botafogo em casa. Às vezes dá vontade de matar o Adílson. Saímos para tomarmos umas Nortenhas e nos empedramos. Depois eu tenho que ouvir da namorada que não posso criticar quando ela bebe muito, porque eu sou um bêbado e tal... hehe. Bom, pelo menos a gente chega a um
acordo; tá liberado...
- No sábado, fomos no Espiral, um pequeno barzinho que toca muito drum n' bass. Tum, tum, tum, pula, pula, pula.
A morte anda ao nosso lado
- Na semana passada, um Promotor de Justiça foi assassinado por um milico aqui no RS sem qualquer motivo. Fico pensando: o que somos nós? Todos vítimas e assassinos em potencial. A morte parece peregrinar ao nosso redor, parece estar sempre à nossa sombra. Eu, por exemplo, um cara realizado: com família, patrimônio, amigos, namorada, idéias, convicções, gostos, prazeres, etc. Que importa? Poderia ter estando na estação de Atocha aquele dia e ter explodido. Ou posso simplesmente tomar um tiro de alguém que expele sua pulsão de morte. A vida, no final das contas, é quase uma brincadeira.
- Por favor, não me atribuam os clichês tipo "viva cada dia que nem o último"... O óbvio não precisa ser dito. Na verdade, devemos viver cada dia como se fosse o primeiro.
- O engraçado foi termos chegado à conclusão de que o estatuto do desarmamento é válido porque todos nós, se andássemos armados, teríamos matado um parceirão nosso, pelo menos uma vez cada um.
Vida chata
- Que vida chata essa de blig. Não dá nem para publicar uma foto da Fernanda Lima pelada. Nem um quadrinho do Dali.
Franz Ferdinand e Playboy
- Ouvi esse som, que está bombando no UK, mas não achei nada demais. Um rockzinho puxado para os anos 80, mais para The Cure que Joy Division, guitarrinhas simples e espontaneidade. Isso é legal. Mas nada para Oh... Sou mais do Jet.
- vcs viram o ranking da Playboy? Mas que gente... só olharam a Juliana Paes! Tá, deixa eu explicar: a Playboy publicou uma lista dos 100 melhores discos do rock, daquelas que os ingleses fazem uma por semana. Mas o cara que fez era totalmente fanático por The Clash: colocou seis discos da banda, dois entre os cinco melhores e elegeu London Calling o melhor de todos os tempos. Fala sério.
Romanos
- Nietzsche viu virilidade nos romanos. Os romanos representam tudo que ele sempre defendeu: perpetuação da tradição, baseada no critério de "antigüidade". A crítica de que os fracos derrubam os fortes está em outro sentido: para ele, foi o cristianismo que representou a derrubada de uma cultura melhor, porque mais "viril". Portanto, a queda de Roma foi a queda dos fortes. O aforismo no Crepúsculo dos Ídolos que ele fala de Júlio César, a alma romana em pessoa, é imperdível.

Filmes Essenciais

"Três Homens em Conflito" (The Good, The Bad and The Ugly)


Ah, você não gosta de western. Não, meu filho. Não é que você não goste de western. É que você não viu os filmes certos de western. Você viu meia dúzia de sessões de tarde e ficou preconceituoso. Pegue Sérgio Leone na sua locadora. Sérgio Leone, esse que as resenhas de Kill Bill andam mencionando. Pegue o mestre Clint ainda jovem, fodíssimo. Querem ter uma idéia? Nota 8,7 no IMDB. Contem quantos filmes chegam nessa média. Tudo aquilo que é bom em western, desde os tiros até a comédia, está aí, na direção primorosa do Leone. Um espetáculo. Atuação soberba de Clint Eastwood.


Trilha sonora do post: Muse, "New Born".

enviada por -M-O-X-






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