In The Sky With Diamonds


 



 

 



26/05/2004 16:31
Bandas que andam passando por aqui
- Ouvi, do Muse, o disco “Origin of Simmetry” e “Absolution”. “Showbizz” ainda não ouvi com cuidado. Gostei mais de Absolution, que me lembra muito Radiohead, especialmente nos vocais. Uma boa variedade e efeitos sonoros bem utilizados, com um vocal em tom bem alto, recomendo.
- Matchbox Twenty tem um bom instrumental e Rob Thomas é um bom vocalista. O principal obstáculo é o jeitão poser demais dele e algumas más composições nos discos. Mas “Yourself or Someone Like You” tem um dos inícios mais empolgantes que já ouvi, com a seqüência “Real World”, “Long Day” e “3am”.
- Evanescence e Linkin Park admito que têm defeitos, compreendo vocês. É quase uma aposta pessoal. Especialmente no Evanescence, que tem uma excelente vocalista. Ah, todo mundo tem direito ao mau gosto, também, né!? heheheheheh
Fotos da Europa
- Não coloquei as fotos por uma única razão: a m... do Blig não me dá mais espaço para imagens. E estou com preguiça de criar outro blog, embora sinto isso como algo inevitável.
- Certo que dá uma saudade desgraçada. A única razão para eu ter voltado com tanto convicção foi amar muito minha namorada. Senão, Madrid....
Romanos
- Continuo a discussão no blog da Fefenix fefenix.blig.ig.com.br
Michael Moore
- Adorei Tiros em Columbine. Escrevi aqui, na época, que dois pontos me fizeram adorar: a) o discurso anti-armamentista, que para mim é tão óbvio, mas, vimos a discussão sobre o Estatuto do Desarmamento aqui, é difícil de convencer as pessoas; b) o discurso contra a ideologia do medo, alimentada pela imprensa mundial (afinal, o crime vende), que faz a sensação da criminalidade aumentar estratosfericamente.

Walking in London
Acordei, pela manhã, num albergue gigante, com quartos mistos, um pouco de dor-de-cabeça, tinha empilhado uns quatro ou cinco pints antes de dormir, pessoas falando todas as línguas; inglês predominante, é óbvio. Tomei uma ducha e botei uma roupa bem quente, aquela umidade no ar me matava. Saindo do Albergue, depois de um café da manhã meia boca, muito cereal (“if you want eggs or bacon you should pay ... pounds”), céu cinza, estava em Russel Square, pertinho do Britsh Museum, peguei o metrô até Green Park e dei uma pernada até o Palácio de Buckingham, para ver a troca da guarda. Chegando lá, aquela coisa de sempre, um monte de japoneses com milhares de máquinas fotográficas embutidas em celular ou filmadoras que só falta fazerem comida ou servirem de transporte, pessoas falando espanhol e italiano, enfim, a turistada toda. Disciplina inglesa. Horário certo, 11am exactly, the queen is waiting. Tocam umas musiquinhas, trocam a guarda, tiro umas fotos e vou passear no St. James Park.
Ouvindo, àquela altura, The Beatles, é claro.
Depois de me sentar e descansar um pouco, fui ver também o Green Park e ficar passeando pelas luxuosas avenidas daquele lado. Improvisei no almoço. Sobrou um tempo, resolvi ir para Notting Hill, o bairro daquele filme. Por sinal, o que mais sinto saudades de Londres é Camden Town (com seus punks-clubbers-malucos-alternativos e suas lojinhas multilingues e multinacionais) e de Nothing Hill e suas lojas de discos. Desci do metrô e fui ver as típicas lojinhas de discos londrinas, milhares. Passeando pela rua, fui vendo também aquelas lojas de antigüidades e, por incrível que pareça, tinha um sotaque inglês por ali. Pensei: “britanic people, what a rare thing!”. Fiquei horas por ali, caminhando de um lado para o outro, até chegar em Portobello Market. No caminho, encontrei uma loja que vendia algumas bolachas raras dos Beatles por mais de 400 pounds. Também tinha o anúncio dos “recomendados” pela casa. Muito legal. E o dono, excêntrico como o John Cusak no filme.
No final, resolvi ir num pub por ali, tocava um som house bem descolado, pedi o mesmo de sempre: “a pint of guinnes, please”. Conversei com uma neozelandesa, que eu entendia mais ou menos, pelo volume da música, meu estadinho meio bêbado e o sotaque da Oceania, que é bem complicado.

Em Madrid
Por sinal, tem uma história da última vez que passei por Madrid, no albergue, em que conversava com um australiano e ele me perguntou: “when are you going back to ham?”. E eu pensei: não tem sentido. Ham! Todo mundo gosta de presunto aqui em Madrid, mas o que ele está tentando dizer? Fui direto no sorry? e ele me repetiu a pergunta, até eu me dar conta que ham era home.

Brincando de Hornby
Fiz de brincadeira essa lista, mas fui só nos que me vieram primeiro na cabeça:

Façam um exercício mental:

10 covers sonhados

10. Garbage - Numb (U2 - música totalmente maluca cantada pela sexygirl Shirley Manson)

9. Pink Floyd - Everything in its right place (Radiohead - uh, que sinistro!)

8. Radiohead - Love will tear us apart (Joy Division - de masoquista para masoquista)

7. Elis Regina - Roads (Portishead - a Beth Gibbons já se puxa na versão original, imagina com os vocais da Elis)

6. The White Stripes - Cocaine (Eric Clapton - "she don't like, she don't like... cocaine..." - Jack White arrebentando nos agudos)

5. The Cardigans - I can't get no (satisfaction) (Rolling Stones - provavelmente seria a música mais sexy do mundo)

4. Nirvana - Helter Skelter (The Beatles - Kurt seria o único a colocar tanta emoção quanto Paul naqueles berros desesperados. Bono e Steven Tyler não conseguiram)

3. Portishead - Take a look on the wildside (Lou Reed - já tem tudo a ver, com o vocal da Beth...)

2. Oasis - So you wanna be a rock star (The Byrds - o mais clássico possível e típico tema do Oasis, vocal arranhado do Liam e guitarras pegadas...)

1. Radiohead - Strawberry Fields Forever (The Beatles - 100% alucinógeno)


Trilha sonora do post: The Vines, “Animal Machine”.

enviada por -M-O-X-






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