In The Sky With Diamonds


 



 

 



23/04/2004 01:52
Notícias Pessoais
- Bom, cheguei de viagem. Ao todo, foram 45 dias no Velho Mundo. Experiência fascinante, recomendável a todos que admiram arte, organização, intercâmbio cultural, história e aventura. O lugar que me senti mais à vontade foi a Espanha, com sua cultura festiva e alegre – sobretudo Madrid, onde as raízes espanholas estão bem mais evidentes que Barcelona, que conserva uma atmosfera mais cosmopolita, mas também é absolutamente fantástica.
- Meu roteiro foi: Madrid, Haia, Amsterdã, Roma, Londres, Milão, Florença, Milão, Nice, Barcelona, Madrid. De Roma a Londres e Londres a Milão, obviamente, de avião. O resto, de trem.
- Para quem se interessar, posso dar algumas dicas de viagem.
O Brasil, de novo
- Trânsito bagunçado, insegurança, imprensa metendo o pau no governo, meu time muito fraco, a língua portuguesa ou algo parecido, televisão, minha família, meus amigos, minha gatinha, arroz, feijão, carro, dúvidas...
Topten discos mais ouvidos na viagem

10. John Mayer, Heavier Things. O segundo trabalho de John Mayer segue a linha do primeiro, varia entre o pop-rock, baladas, blues e um toque soul. Linha ambiciosa, aliás. Mas ele a executa com talento. Destaque para as faixas 02 e 09.

9. Gilberto Gil, Unplugged. Show de brasilidade, com arranjos perfeitos, voz, violão, percussão, o Ministro da Cultura dá show de alegria, talento e harmonia. Destaque para “A Paz” e “Aquele Abraço”.

8. Coldplay, Parachutes. O primeiro trabalho da “banda do ano” de 2003 traz leveza, instrumental abundante e músicas “cools”, como Yellow e Trouble. Ainda sem o “peso” dos teclados acrescentado em “Rush of Blood” e sobretudo no disco ao vivo, o Coldplay sobrava em letras e harmonia. Além das duas, também “High speed” é sensacional.

7. Coletânea Massive Attack (Mezzanine) e The Verve (Urban Hymns). Massive é o som perfeito para um museu. Viajante, denso, trabalhado, variado, com músicas longas e pesadas. Destaque sobretudo para “Group Four”, “Inertia Creeps” e “Dissolved Girl”. Já o Verve, com letras fantásticas, o vocal arrastado do Ashcroft, arranjos grandiosos e clássicos. Destaque para “Lucky Man” e “One Day”.

6. Radiohead, Ok Computer. Já falei demais sobre esse disco aqui no blog. Não creio ser necessários mais comentários. Obra-prima. Também é show para museus, especialmente “Paranoid Android”.

5. Oasis, Heathen Chemistry. O mesmo rock n’ roll de sempre, mas robustecido por novas composições do Liam e do resto da banda, saindo do lugar-comum. Destaque para “The Hindu Times” e “Songbird”.

4. The Beatles, Coletânea. Uma coletânea que roubei, durante a viagem, de um amigo meu, porque me esqueci de levar Beatles. Com ênfase na fase dos reis do ié-ié-ié. Destaque para “Hey Jude” e “A Hard Day’s Night”.

3. Radiohead, The Bends. De novo? Desculpem, fã é fã. “High and Dry”, “Fake Plastic Trees” e “Just” são essenciais.

2. The White Stripes, Elephant. O ambicioso Jack White, com uma guitarrinha, estraçalha e lasca blues, rock, baladas e muito mais. Influência clara do Zeppelin, especialmente na bateria. Destaque absoluto para “I Just don’t know what to do with myself”.

1. The Strokes, Room on Fire. Sim! Uma paulada só! Vocal sujo, instrumental simples, ênfase no contrabaixo. Letras divertidas, músicas curtas, vontade de pular. Tudo isso fez do segundo disco do Strokes o mais tocado no meu discman!

No próximo post, publico as dez músicas mais ouvidas.

O Madrid de ontem e o de hoje
- Não porque Beckham seja pior que Makelele, nem Queiroz que Del Bosque, mas o Madrid dessa temporada é mais fraco que o da passada. Com dois laterais que sobem ao mesmo tempo e nenhum volante, que defesa agüenta o tranco? Nenhuma no mundo. Com Makelele, havia cobertura dos flancos e proteção aos centrais. O Madrid de hoje comete duplo erro defensivo: nem os laterais fecham como terceiros zagueiros, nem os volantes cobrem os laterais. Tripla brecha para atacantes. Fiesta.
- E eu que fui ver Real Madrid 0 vs. 3 Osasuna. Que fiasco!
Retribuição
Bom, por enquanto fico por aqui, agora vou visitar os blogs de vocês. No próximo post, volto com algumas das colunas e talvez comece a escrever alguma coisa sobre pintura ou escultura, focando nos museus que estive. E talvez (mais talvez ainda) possa comentar algo sobre política ou futebol daqui.


Trilha sonora do post: Jet, “Are you gonna be my girl”.

enviada por -M-O-X-






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