In The Sky With Diamonds


 



 

 



21/06/2004 22:23
Galera:

Meu novo blog está em somepills.blogspot.com

Repetindo: somepills.blogspot.com

É o mesmo nome, só troca o provedor.

Só para não deixar dúvidas: somepills.blogspot.com

Aguardo vocês lá.

somepills.blogspot.com
enviada por -M-O-X-



18/06/2004 18:42
Pessoas:

O Blig, desta vez, passou dos limites. Essa histórias de 03 comentários por dia é a coisa mais absurda do mundo. Que política burra! Com as alterações que eles vêm fazendo, a única coisa que conseguem é mais e mais gente debandando para outros serviços de blog - como o UOL, Blogger, Blogspot e outros.
Fico me perguntando quem é o idiota que decidiu mudar, uma vez que um serviço gratuito como o Ig só pode se sustentar com base em propaganda e patrocinadores. O serviço de e-mail é um lixo e os bligs estão cada vez mais cheios de restrições. Logo ninguém vai visitar mais o site e eles vão quebrar.
Que quebrem.
Nos próximos dias, não sei exatamente quando, estarei me mudando daqui para outro lugar. Quem tiver boas indicações de casa e template, deixe sugestões.
Por enquanto, fica apenas o post anterior, para quem ainda não leu.
Um abraço.


Trilha sonora do post de despedida: Metallica, "Nothing Else Matters".

enviada por -M-O-X-



14/06/2004 18:37
Por que o futebol é bom? Soccer fever....
- Tá, eu sei que tem um monte de gente que não gosta de futebol por aqui. Mas é um prazer indescritível, estranho e talvez até exótico você ficar 89 minutos na frente de uma televisão, esperando um resultado e, nos últimos 03, o time vira o jogo. Um craque que não jogou bem a partida inteira, Zidane, pega a bola e vira o placar. Isso tem muito mais emoção quando é pela Eurocopa e as equipes são a França e a Inglaterra.
- Esperava mais de Portugal do Felipão. Time sem atitude, esses portugueses. Impressionou, entretanto, o forte bloqueio grego. A bola não chegava no goleiro.

Shrek 02
Não pode existir filme mais “cool” que esse.... estou louco para ver. Juro que, no próximo post, vou comentar.
25th Hour
Um filme do Edward Norton, meu ator favorito, com o Spike Lee? Combinação bombástica. O filme é bem interessante e deveria fazer algumas pessoas pensarem no outro lado da política criminal rigorosa de Nova York. Todo mundo acha que é ótimo reduzir a criminalidade. Mas a qualquer custo? Ninguém pensa nas vidas destruídas que saem da cadeia. Na proporcionalidade da pena com o delito cometido. Os discursos histéricos imperam, mas há também o outro lado.
De vez em quando, o filme parece um pouco lento, cansa um pouco, mas bota pra pensar.
Curiosidade 01: A produção é de Tobey Maguire.
Curiosidade 02: Digitando no Yahoo! “25th Hour e Brasil” (tentando achar o nome em português), saiu no meio da lista o blog da Thais, “Crazy Fairies in the Angels Garden”.

Tracklist da tarde
Oasis – “Do you know what I mean?”
Suede – “Animal Nitrate”
Legião Urbana – “Clarisse”
Franz Ferdinand - "The Dark of the Matinee"
Radiohead – “Morning Bell”
The Beatles – “Getting better”
White Stripes – “Hardest button to button”


Receita de sábado à noite

Ingredientes:
- frio de menos de 5ºC na rua;
- duas garrafas de vinho tinto “Chenet”, francês;
- lareira e bastante lenha;
- DVD 1: Ministry of Sound, “The Biggest Parties in the World” (para pilhar);
- Filés à parmeggiana e aos molhos de nata e queijo, com fritas e arroz;
- DVD 2: Garotas Selvagens 02 (uma merda, tirem do cardápio e substituam por um filme bom);
- Uma barra de chocolate ao leite;
- Cobertores;

Modo de preparar:
- Cuide dos detalhes. Mas o importante mesmo é prestar bem atenção se a pessoa que está com você merece estar;
- Esteja com quem você quer, não se desespere, um dia aparece alguém de quem você gosta de verdade;
- Misture bem, mas sem deixar os componentes homogêneos. Se der certo, vale a pena experimentar.

Cazuza
- É... também tenho que ver esse filme. Como comparar Cazuza e Renato com esse pessoalzinho de agora, Chorão, Jota Quest e CPM22?
Humm... a música brasileira merece mais. Los Hermanos é apenas exceção.

Por que não escrever posts mais freqüentes?
Porque, depois de um tempo, você se acostuma a considerar os comentários do pessoal que você gosta de ler como parte do post que escreveu.


Trilha sonora do post: Joss Stone, “Fell in Love with a Boy”.

enviada por -M-O-X-



07/06/2004 17:22
Eu
Andei um pouco sumido. Não estava com muita inspiração. Estou passando por uma fase estranha, me formei e continuo fazendo a mesma coisa. É como se as pessoas chegassem e te dissessem: “E agora?”. E tu respondesse: “E agora o quê?”. Um momento da vida passou e eu nem vi.

Manifesto contra Flávio Obino, Presidente do Grêmio
- Antes da sua gestão, éramos um time que brigava por vagas na Libertadores. Depois, nem o Campeonato Gaúcho ganhamos.
- Antes, tínhamos um ótimo técnico, com filosofia de trabalho e projeto de continuidade. Na sua gestão, tivemos só tropeços e figuras ridículas.
- Antes, tínhamos um time-base bem forte e reforços de consistência chegavam toda hora, formando um bom plantel. Hoje, nem time titular temos.
- Antes, tínhamos um Presidente que sabia ostentar os símbolos gremistas e fazer esse manto sagrado decidir em campo. Agora, temos uma figura patética que faz com que tudo isso pareça ridículo e piegas.
- Antes, estávamos competindo por qualquer título. Agora, lutamos para não sermos rebaixados.
- Em um ano e meio, o Grêmio afundou. Tudo isso devido à infinita incompetência deste senhor na área do futebol. Mas futebol nem é importante para o Grêmio....
O Brasil das Eliminatórias
- Parreira finalmente imprimiu seu estilo “toca pra lá, toca pra cá” na seleção. Como eu disse, tudo dependia da movimentação dos dois articuladores. Contra a Argentina, não funcionou muito bem, decidimos na individualidade do Ronaldo. Contra o Chile, funcionou. Os laterais é que não foram bem. Talvez uma das razões para ter funcionado foi o fato de Juninho e Edu serem jogadores mais ou menos homogêneos, o que facilita o entrosamento.
- A Copa América ajudará a definir nomes como Luisão, Edu, Juninho, Júlio Baptista, Mancini, Luis Fabiano, Alex, Adriano e alguns outros.

Amsterdam rocks
Depois de uma passada inusitada em Haia (Den Hagen, em holandês, a figura aqui desceu antes no trem e, quando se deu conta, era tarde), finalmente chego na desejada Amsterdam. Vou direto ao Albergue, sistema de bonde perfeito (anuncia em visor eletrônico a próxima parada, com televisão e tudo mais). Chegando no Albergue, no beliche de baixo está um cara esquisitão, com cara de árabe (talvez até terrorista iraquiano). Tento falar em inglês, não sai nada. O cara vai tomar banho, eu me sento para dar uma descansada. Penso: não pode ser, pelo menos tenho que saber de onde vem esse cara. Na volta, gesticulando na minha direção, eu dizia: “Moysés, brasileiro” e apontava para ele. Então ele sussurrou, “Espanha”. E eu, aliviado, “Ah, España, amigo!”. Hehehehe. Eram dois bascos que estavam lá, de férias. Foram minhas companhias em Amsterdam, caminhando pelo centro, com suas características todas próprias: o rio Amstel passando por dentro da cidade, os canais, as pistas para ciclistas em qualquer lugar que você for, o ambiente aberto e cosmopolita, a turistada por todos os lados. Na noite, fomos conhecer o “Bairro da Luz Vermelha”, onde há prostitutas nas vitrines, coffee shops, lojas de alucinógenos, traficantes que te oferecem tudo que você imagina e, ao mesmo tempo, uma onda que parece uma “ola” de estádio de futebol de turistas de todas as idades. Por isso, não há problema de criminalidade. No dia seguinte, fui conhecer os Rembrants do Ridjsmuseum (a “Ronda Noturna” é espetacular) e caminhar, sozinho, pela cidade. Na noite, reencontrei os amigos no albergue e fomos conhecer os tais dos coffee shops.....

Yahoo! e suas loucuras
A propósito, digitando “Amsterdã” no Yahoo! sai uma notícia da BBC que informa ter sido encontrada uma maleta com de 1500 a 2000 narizes de macacos (!) em Amsterdã. É coisa pra louco, mesmo. O que alguém ia fazer com tanto nariz de macaco?
Amsterdã funciona
- Amsterdã, assim como os países nórdicos, é o sonho dos iluministas antigos, que colocavam lado a lado liberdade, igualdade e tolerância. É impressionante como pode uma cidade funcionar tão bem em termos de serviços públicos, ter índices baixíssimos de criminalidade e saber lidar com tolerância com o diferente. É admirável. Na verdade, o próprio deslocamento das prostitutas para um bairro e da maconha para os coffee shops é parte da organização perfeita da cidade.
- O único problema de Amsterdã é que é uma cidade um pouco cara demais.

Programinha de namoro
É uma delícia, né? Poder ficar com a minha namorada todo fim-de-semana, com o frio que rola aqui em POA, vendo um filminho (mesmo que seja aquela aguinha-com-açúcar do Santoro, do Hugh Grant e outros), embaixo das cobertas, tomando um vinho tinto seco, cabernet sauvignon da Serra Gaúcha. O inverno é ótimo para quem está bem acompanhado. Pena que, no dia dos namorados, não poderemos estar em Gramado, tirando uma fotos daquelas cachoeiras e daqueles morros enormes, ou comendo um bom foundie. Não conseguimos pousada.

Finalzinho

- Ah, vi fervorosamente os 13 episódios iniciais da “Saga de Hades”. É demais. Uma emoção extraordinária ver os Cavaleiros de Ouro duelando entre si. Ver o Saga lutando, lançando aquele golpe animal no irmão, ver o Aioria detonando o Espectro que o enfrentou, ver o Mu mostrando seu poder, o antigo mestre e o Mestre Ancião, Dohko. Estou esperando ansiosamente os episódios que vem por aí (achei que já existiam, mas o Bruno me disse que são os únicos).
- Baixei o “The Singles 1992-2003”, do No Doubt, que estava com grande vendagem lá do outro lado. Bem legalzinho. “It’s my Life” é bem up.


Trilha sonora do post: L7, “Pretend we’re dead”.

enviada por -M-O-X-



02/06/2004 16:41
Um post ruim

Me perdi um pouco nos assuntos. Me senti sem ter o que falar. Curiosamente, continuo escrevendo, porque escrever é respiração para mim. Ouvia, esses dias, os relatos do meu pai, dos meus 12, 13, 14 anos, quando saía correndo do colégio até em casa para escrever páginas e páginas na sua máquina de datilografia, desfilando escalações de seleções hipotéticas, times diferentes, crônicas esportivas, biografias do Iron Maiden, etc.
Por isso, não posso dizer que não tenho nada para escrever. Isso só pode ser mentira. O que talvez aconteça é que está sendo um post ruim – só isso.

Jogos de hoje

Hoje tem jogo do Brasil. Um Brasil um pouco diferente, com o esquema do Cruzeiro, um volante fixo, dois articuladores abertos e um meia próximo aos atacantes, com o avanço constante dos laterais e dois atacantes enfiados. Tudo pode dar certo, se o time funcionar em bloco. Por exemplo, Juninho Pernambucano só poderá jogar bem se encostarem nele Kaká e Cafú, para triangular. Do outro lado, Zé Roberto só joga se jogar bem Kaká, de novo (que gira pelos dois lados, mas não precisa marcar) e Roberto Carlos. O mesmo com a marcação. Só não haverão grandes valas abertas se Juninho e Zé Roberto encostarem nos laterais, na hora de marcar. Edmílson é o Kaká ao contrário, do lado de trás. Se funcionar, teremos um bom jogo.
E o Grêmio joga pelo campeonato regional mais patético do país, vitimado pela infâmia dos seus dirigentes.

Filmes

Finalmente vi os “Diários de Motocicleta”. O mérito total do filme é mostrar Che na sua simplicidade, não como uma imagem a ser carregada ao lado da bandeira cubana. Afora a fotografia de primeiríssima linha, fica muito claro que Che se tornou um socialista na prática, um pragmático que viu a miséria face-a-face, e não mais um intelecutalóide débil mental de gabinete que sai cantando Marx como se trouxesse a nova verdade pós-cristã. A vantagem foi desmitificar a figura de Ernesto Guevara, “dessacralizá-la”, colocar os pés no chão, para verificarmos que ele foi apenas mais um lutador ao lado de tantos outros importantes na história, e não um santo que fez o que fez para ficar com a cara em camisetas de comunistas malucos que não conseguem enxergar um palmo a frente de um livro do Marx ou da cartilha do PSTU, não conseguem enxergar a própria época. Guevara se comoveu com a pobreza e a injustiça reinantes na América Latina vivendo-a, nua e cruamente,tem gente que vê tudo isso e não se comove...
Vi um filme muito diferente, porque é quase “falso”, sobre a obra de Fritjof Kapra, um importante físico que contribuiu para a teoria dos sistemas, “O Ponto de Mutação”. O filme é “falso” porque, na verdade, é apenas um diálogo constante entre uma cientista, um político e um poeta. Não tem ação. Mas é excelente, especialmente se você gosta de filosofia, ciência e arte. Altamente – e arriscadamente – recomendado.

Vou ficando por aqui, antes que fique mais chato.


Trilha sonora do post: Pink Floyd, “Pigs on the wind (Part Two)”.

enviada por -M-O-X-



26/05/2004 16:31
Bandas que andam passando por aqui
- Ouvi, do Muse, o disco “Origin of Simmetry” e “Absolution”. “Showbizz” ainda não ouvi com cuidado. Gostei mais de Absolution, que me lembra muito Radiohead, especialmente nos vocais. Uma boa variedade e efeitos sonoros bem utilizados, com um vocal em tom bem alto, recomendo.
- Matchbox Twenty tem um bom instrumental e Rob Thomas é um bom vocalista. O principal obstáculo é o jeitão poser demais dele e algumas más composições nos discos. Mas “Yourself or Someone Like You” tem um dos inícios mais empolgantes que já ouvi, com a seqüência “Real World”, “Long Day” e “3am”.
- Evanescence e Linkin Park admito que têm defeitos, compreendo vocês. É quase uma aposta pessoal. Especialmente no Evanescence, que tem uma excelente vocalista. Ah, todo mundo tem direito ao mau gosto, também, né!? heheheheheh
Fotos da Europa
- Não coloquei as fotos por uma única razão: a m... do Blig não me dá mais espaço para imagens. E estou com preguiça de criar outro blog, embora sinto isso como algo inevitável.
- Certo que dá uma saudade desgraçada. A única razão para eu ter voltado com tanto convicção foi amar muito minha namorada. Senão, Madrid....
Romanos
- Continuo a discussão no blog da Fefenix fefenix.blig.ig.com.br
Michael Moore
- Adorei Tiros em Columbine. Escrevi aqui, na época, que dois pontos me fizeram adorar: a) o discurso anti-armamentista, que para mim é tão óbvio, mas, vimos a discussão sobre o Estatuto do Desarmamento aqui, é difícil de convencer as pessoas; b) o discurso contra a ideologia do medo, alimentada pela imprensa mundial (afinal, o crime vende), que faz a sensação da criminalidade aumentar estratosfericamente.

Walking in London
Acordei, pela manhã, num albergue gigante, com quartos mistos, um pouco de dor-de-cabeça, tinha empilhado uns quatro ou cinco pints antes de dormir, pessoas falando todas as línguas; inglês predominante, é óbvio. Tomei uma ducha e botei uma roupa bem quente, aquela umidade no ar me matava. Saindo do Albergue, depois de um café da manhã meia boca, muito cereal (“if you want eggs or bacon you should pay ... pounds”), céu cinza, estava em Russel Square, pertinho do Britsh Museum, peguei o metrô até Green Park e dei uma pernada até o Palácio de Buckingham, para ver a troca da guarda. Chegando lá, aquela coisa de sempre, um monte de japoneses com milhares de máquinas fotográficas embutidas em celular ou filmadoras que só falta fazerem comida ou servirem de transporte, pessoas falando espanhol e italiano, enfim, a turistada toda. Disciplina inglesa. Horário certo, 11am exactly, the queen is waiting. Tocam umas musiquinhas, trocam a guarda, tiro umas fotos e vou passear no St. James Park.
Ouvindo, àquela altura, The Beatles, é claro.
Depois de me sentar e descansar um pouco, fui ver também o Green Park e ficar passeando pelas luxuosas avenidas daquele lado. Improvisei no almoço. Sobrou um tempo, resolvi ir para Notting Hill, o bairro daquele filme. Por sinal, o que mais sinto saudades de Londres é Camden Town (com seus punks-clubbers-malucos-alternativos e suas lojinhas multilingues e multinacionais) e de Nothing Hill e suas lojas de discos. Desci do metrô e fui ver as típicas lojinhas de discos londrinas, milhares. Passeando pela rua, fui vendo também aquelas lojas de antigüidades e, por incrível que pareça, tinha um sotaque inglês por ali. Pensei: “britanic people, what a rare thing!”. Fiquei horas por ali, caminhando de um lado para o outro, até chegar em Portobello Market. No caminho, encontrei uma loja que vendia algumas bolachas raras dos Beatles por mais de 400 pounds. Também tinha o anúncio dos “recomendados” pela casa. Muito legal. E o dono, excêntrico como o John Cusak no filme.
No final, resolvi ir num pub por ali, tocava um som house bem descolado, pedi o mesmo de sempre: “a pint of guinnes, please”. Conversei com uma neozelandesa, que eu entendia mais ou menos, pelo volume da música, meu estadinho meio bêbado e o sotaque da Oceania, que é bem complicado.

Em Madrid
Por sinal, tem uma história da última vez que passei por Madrid, no albergue, em que conversava com um australiano e ele me perguntou: “when are you going back to ham?”. E eu pensei: não tem sentido. Ham! Todo mundo gosta de presunto aqui em Madrid, mas o que ele está tentando dizer? Fui direto no sorry? e ele me repetiu a pergunta, até eu me dar conta que ham era home.

Brincando de Hornby
Fiz de brincadeira essa lista, mas fui só nos que me vieram primeiro na cabeça:

Façam um exercício mental:

10 covers sonhados

10. Garbage - Numb (U2 - música totalmente maluca cantada pela sexygirl Shirley Manson)

9. Pink Floyd - Everything in its right place (Radiohead - uh, que sinistro!)

8. Radiohead - Love will tear us apart (Joy Division - de masoquista para masoquista)

7. Elis Regina - Roads (Portishead - a Beth Gibbons já se puxa na versão original, imagina com os vocais da Elis)

6. The White Stripes - Cocaine (Eric Clapton - "she don't like, she don't like... cocaine..." - Jack White arrebentando nos agudos)

5. The Cardigans - I can't get no (satisfaction) (Rolling Stones - provavelmente seria a música mais sexy do mundo)

4. Nirvana - Helter Skelter (The Beatles - Kurt seria o único a colocar tanta emoção quanto Paul naqueles berros desesperados. Bono e Steven Tyler não conseguiram)

3. Portishead - Take a look on the wildside (Lou Reed - já tem tudo a ver, com o vocal da Beth...)

2. Oasis - So you wanna be a rock star (The Byrds - o mais clássico possível e típico tema do Oasis, vocal arranhado do Liam e guitarras pegadas...)

1. Radiohead - Strawberry Fields Forever (The Beatles - 100% alucinógeno)


Trilha sonora do post: The Vines, “Animal Machine”.

enviada por -M-O-X-



24/05/2004 11:25
Madrid, food, coffee, cigarrettes and alcohol

Depois de um post indignado, alguma coisa pretensamente positiva. Comprei "Traçando Madrid", do brilhante Luís Fernando Veríssimo e Joaquim da Fonseca, uma boa recordação dos meus dias naquela cidade. Lembrei-me de caminhar até cansar de manhã, entrar em um restaurante perto do Reina Sofia, pedir um "menu del dia", normalmente uma massa de entrada e um pedaço de cordeiro com fritas, comer até cair, beber um vinho à vontade, discutir com um "camarero" sobre o próximo "partido del Madrid" e acender um cigarrinho com café no final da refeição sem que nenhum anti-tabagista reclame. Uma discussão sobre a partida Real contra Bayern, pela Championsleague, e o garçom insistia que não ia dar Madrid, até que eu entendi: era torcedor do Atlético. Me disse, sem piscar: "soy sufridor". Tomei mais um pouco do vinho, dei umas boas risadas com um gordo engravatado que entrou, de supetão, na discussão, e me mandei. Que fazer, com o estômago cheio daquele jeito? Como todo bom madrileño, la ciesta. Deitei nos belos jardins do Parque Del Retiro, temperatura de mais ou menos 15 graus, mas no sol estava agradabilíssimo. Ao meu lado, duas gurias conversavam em inglês, uma pedindo para a outra ficar na sua casa. Provavelmente, uma inglesa e uma madrileña. Tagarelavam e eu, aquela altura, só podia acender outro cigarro para relaxar, ligar o discman e botar o Gil para lembrar da terrinha. Pulei a primeira, cover do Paralamas, porque não gosto de Paralamas e a versão do Gil, embora tenha ficado boa, me cansou. Mas da segunda para frente é só paz. Por sinal, quando tocou "A Paz", provavelmente, adormeci, deixando o sol bater no meu corpo. Acordei quinze ou vinte minutos depois, as duas ainda tagarelavam, me pediam desculpas por ter me acordado. Eu me ri. "Bem capaz". Ou melhor: "That's ok. It's time to wake up". Rimos. Dei uma caminhada, tirei umas fotos dos numerosos "passeos" do parque, dedicados aos países da América Latina-Espanhola - Argentina, Colômbia, Chile, etc.
Mais uma caminhada para admirar as "Plazas" de Madrid e, após, sento na Plaza Mayor para ler um pouco de Hornby, seu famoso livro sobre o Arsenal, e depois jantar um "bocadillo" de bacon, lombo ou "chorizo" com "una caña" (um copão de cerveja). Saio da Plaza, vou até a Puerta del Sol, o centrão deles, já começa o bolor de um monte de jovens juntados (o tradicional "ayuntamento") bebendo garrafas de litro de cerveja e "charlando". Pegava o metrô e voltava ao Hostal, para ter um sono tranqüilo, ou saía na noite, tomava meia dúzia de whiskys, conversava com algum(a) maluco(a) e depois me mandava. Bons tempos.

Excursus
Está muito claro que o Grêmio tem um time para brigar pelas colocações intermediárias, para desespero da torcida. A instabilidade, derrotas e vitórias descontínuas, é característica dos times que ficam nessas posições. Ontem ganhamos contra o Paysandu, mas alguém aposta contra o São Caetano? Também é ingenuidade achar que o George vai fazer grande diferença. Bruno só joga com outro articulador ao seu lado. Jogou bem ano passado. Por quê? Gilberto.

Excursus II
E Michael Moore levou a Palma de Ouro. Que surpresa. Acho-o um pouco maniqueísta demais, mas tenho que admitir que "Tiros em Columbine" foi espetacular. Eu adorei.


Trilha sonora do post: Matchbox Twenty, "Bent".

enviada por -M-O-X-



21/05/2004 18:09
Coffee and Cigarettes


De novo olho para a telinha do computador e fico pensando, por que somos tão idiotas? Todos estamos com a cabeça nas mesmas coisas, temos as mesmas necessidades, mas ficamos desfilando hipocrisia. O fato, por exemplo, d’eu estar aqui. Por quê? Para que não venha um idiota da Zero Hora, veja que não estou, “denuncie” no jornal a minha ausência e, depois, a porra da sociedade fique “indignada”. Ou para que um idiota qualquer não reclame. Então você fica na gaiola. Azar o seu. Também não pode ver o que quiser na Internet. Você é um escravo. Você tem que ficar 07 ou 08 horas à nossa disposição. Está trancado. Tome café, emburreça, se foda. Nós odiamos você mesmo. O propulsor da sociedade é, afinal de contas, o ódio.

Você é um idiota. Você não diz as coisas que nós queremos. Você não dá bola para os nossos títulos e para o nosso poder. Você não existe nesse mundo - é indiferente. Odeio você e seu jeito escrachado de ser. Odeio sua mania de destilar suas opiniões como se fossem suor saindo do seu corpo. Odeio sua infâmia de querer divergir de tudo aquilo que achamos bonito. Odeio sua solidão na escrita. Você escreve sujo.

Tudo bem, afinal, pretendo que meu texto seja mais que papel higiênico.

Mas isso beira à demência.


Trilha sonora do post: The White Stripes, "I think I smell a rat".

enviada por -M-O-X-



18/05/2004 00:51
Lula e o NYT
- A questão tem que ser bem entendida. O que indignou Lula não foi uma preocupação pessoal; foi uma preocupação patriótica. A fama de presidente bêbado prejudicaria o Brasil na política externa. Por isso, poderia tomar duas medidas: a) ou ir atrás dos seus direitos no Poder Judiciário; b) ou cassar o visto do jornalista em represália. Como Lula não confia no Judiciário e o NYT negou-se a se retratar, resolveu cassar o visto.
- O visto é uma decisão política. Quem já passou pela imigração dos EUA ou da Inglaterra sabe disso. Lá, negar visto é algo bem tranqüilo. Mesmo assim, eu não teria cassado. Mas entendo perfeitamente as razões que levaram a isso.
- Esse assunto, na verdade, já encheu o saco.
Tracklist
- Bom, tenho uma tracklist mais ou menos para o CD dos anos 90/2000: 1 - U2 - "Where the streets", 2 - Pearl Jam - Black; 3 - Ben Harper - The Drugs don't work; 4 - Radiohead - There there; 5 -Coldplay - Clocks; 6 - Matchbox Twenty - 3am; 7 - Smashing Pumpkins - 1979; 8 - Blind Melon - Soup; 9 - White Stripes - "I just don't know..."; 10 - The Strokes - Someday; 11 - Oasis - Live Forever; 12 - Verve - Lucky Man; 13 - Gorillaz - Clint Eastwood; 14 - Massive Attack - Group Four; 15 - Radiohead, Paranoid Android.
- É uma tracklist adaptada ao gosto que eu acho que pode colar no véio. Prodigy ou Portishead, por exemplo, não colam.
Filmes por aí
- Vi hoje o piradaço "Cidade dos Sonhos", de David Lynch. Excelente. Mas confesso que entrei no IMDB para entender melhor o final. A atmosfera onírica e surrealista é especular. Dali nas telinhas? Nesses 100 anos dele, tudo me lembra Dali. Houve gente da lista do Jurandir Freire Costa, que assino, que viu ali toda teoria freudiana dos sonhos.
- No sábado vi o confuso, mas não tão surrealista, "O Segredo de Charlie". Estranho isso! Sem querer, peguei dois filmes com os personagens com nomes trocados. Bonzinho, mas fiquem com o Lynch, que é melhor.
- Claro, vi TRÓIA no sábado. Posso dizer o seguinte: a) faltou a presença dos deuses, fundamental na poesia homérica; b) Brad Pitt, um ator que acho fantástico, está apenas razoável; c) já Eric Banna está muito bem; d) a trilha sonora é HORROROSA. Falando sério: H-O-R-R-O-R-O-S-A. Muitas cenas que poderiam crescer e se tornar apoteóticas são estragados pela trilha sonora de uivos femininos. É como se vc colocasse Enya onde deveria estar Wagner; e) as paisagens são lindas e mitologia grega é sempre mitologia grega. No cômputo geral, o filme vale a pena. Mas sou mais Gladiador.
- A crítica do Pablo Vilaça está boa (www.cinemaemcena.com.br).
Any Given Sunday
- No domingo, o Grêmio vacilou e empatou com o fraco Botafogo em casa. Às vezes dá vontade de matar o Adílson. Saímos para tomarmos umas Nortenhas e nos empedramos. Depois eu tenho que ouvir da namorada que não posso criticar quando ela bebe muito, porque eu sou um bêbado e tal... hehe. Bom, pelo menos a gente chega a um
acordo; tá liberado...
- No sábado, fomos no Espiral, um pequeno barzinho que toca muito drum n' bass. Tum, tum, tum, pula, pula, pula.
A morte anda ao nosso lado
- Na semana passada, um Promotor de Justiça foi assassinado por um milico aqui no RS sem qualquer motivo. Fico pensando: o que somos nós? Todos vítimas e assassinos em potencial. A morte parece peregrinar ao nosso redor, parece estar sempre à nossa sombra. Eu, por exemplo, um cara realizado: com família, patrimônio, amigos, namorada, idéias, convicções, gostos, prazeres, etc. Que importa? Poderia ter estando na estação de Atocha aquele dia e ter explodido. Ou posso simplesmente tomar um tiro de alguém que expele sua pulsão de morte. A vida, no final das contas, é quase uma brincadeira.
- Por favor, não me atribuam os clichês tipo "viva cada dia que nem o último"... O óbvio não precisa ser dito. Na verdade, devemos viver cada dia como se fosse o primeiro.
- O engraçado foi termos chegado à conclusão de que o estatuto do desarmamento é válido porque todos nós, se andássemos armados, teríamos matado um parceirão nosso, pelo menos uma vez cada um.
Vida chata
- Que vida chata essa de blig. Não dá nem para publicar uma foto da Fernanda Lima pelada. Nem um quadrinho do Dali.
Franz Ferdinand e Playboy
- Ouvi esse som, que está bombando no UK, mas não achei nada demais. Um rockzinho puxado para os anos 80, mais para The Cure que Joy Division, guitarrinhas simples e espontaneidade. Isso é legal. Mas nada para Oh... Sou mais do Jet.
- vcs viram o ranking da Playboy? Mas que gente... só olharam a Juliana Paes! Tá, deixa eu explicar: a Playboy publicou uma lista dos 100 melhores discos do rock, daquelas que os ingleses fazem uma por semana. Mas o cara que fez era totalmente fanático por The Clash: colocou seis discos da banda, dois entre os cinco melhores e elegeu London Calling o melhor de todos os tempos. Fala sério.
Romanos
- Nietzsche viu virilidade nos romanos. Os romanos representam tudo que ele sempre defendeu: perpetuação da tradição, baseada no critério de "antigüidade". A crítica de que os fracos derrubam os fortes está em outro sentido: para ele, foi o cristianismo que representou a derrubada de uma cultura melhor, porque mais "viril". Portanto, a queda de Roma foi a queda dos fortes. O aforismo no Crepúsculo dos Ídolos que ele fala de Júlio César, a alma romana em pessoa, é imperdível.

Filmes Essenciais

"Três Homens em Conflito" (The Good, The Bad and The Ugly)


Ah, você não gosta de western. Não, meu filho. Não é que você não goste de western. É que você não viu os filmes certos de western. Você viu meia dúzia de sessões de tarde e ficou preconceituoso. Pegue Sérgio Leone na sua locadora. Sérgio Leone, esse que as resenhas de Kill Bill andam mencionando. Pegue o mestre Clint ainda jovem, fodíssimo. Querem ter uma idéia? Nota 8,7 no IMDB. Contem quantos filmes chegam nessa média. Tudo aquilo que é bom em western, desde os tiros até a comédia, está aí, na direção primorosa do Leone. Um espetáculo. Atuação soberba de Clint Eastwood.


Trilha sonora do post: Muse, "New Born".

enviada por -M-O-X-



10/05/2004 18:07
Cagadas do Governo essa semana
- Tentar desvincular o mínimo dos aposentados.
- Mandar o exército para o Rio.
Bingos
- Sou a favor da legalização do jogo. O principal argumento contra ele é a lavagem de dinheiro, a ligação com a tráfico, etc. Entretanto, tudo isso deve ser tratado e investigado pontualmente, não através de uma medida genérica que elimine todo o qualquer bingo. A proibição é uma burrice porque, além de não permitir mais empregos, também evita a tributação sobre os serviços. Melhor seria regulamentar.
- Outra coisa completamente diferente foi a movimentação da oposição: na verdade, aquilo foi um ato puramente político contra o Governo e, com certeza, troca de favores da classe política que se elege com dinheiro ilegal. Prova dessa falta de convicção foi o fato de o PSDB e o PFL terem enviado projetos para a proibição.
Esperança
- Continuo com ela e vou levá-la até o fim. E acredito na reeleição do Presidente.
Boato do Bebum
- A reportagem do New York Times no sentido de que o Presidente teria problemas de alcoolismo é o retrato da desinformação norte-americana sobre o Brasil. Quem escreveu essa reportagem deve achar que a capital do Brasil é Buenos Aires.
Pixies, Oasis, U2
- Dizem que o show do Pixies arrasou em Curitiba. Acho o som deles muito louco. O disco “Doolittle” é a raiz e influência admitida de Nevermind, o melhor álbum dos anos 90.
- Rolou um boato de que Liam estaria montando nova banda, o que foi veemente negado pelo próprio. Os Gallagger são tão malucos que não conseguem completar o seu disco – brigam com o resto da banda antes de terminar.
- A previsão do novo disco é para outubro desse ano. O U2 é clássico. Eles vivem alternando seu som. Das guitarras etéreas (tão admiradas pelo Coldplay) de "The Unforgettable Fire", "Joshua Tree" e "Rattle and Run" até a fase eletrônica de "Achtung Baby", "All that you can’t leave behind" e "Zooropa" – sem falar que talvez seja a melhor banda ao vivo do mundo – tudo é feito bem por eles. Dizem que o novo disco está mais puxado para o rock, influência da tendência atual de volta às raízes – Strokes, White Stripes.
A Democracia existe?
- Talvez não na forma que gostaríamos, mas hoje a democracia existe no Brasil. E, embora não gostemos de os elogiar, temos que admitir que os EUA a mantiveram muito bem. Com exceção do período Machartista (por sinal, vi "Culpado por Suspeita" esses dias, excelente), de déficit democrático, bem ou mal eles respeitam suas instituições acima das conveniências políticas. A na Inglaterra, com todas as suas peculiaridades, também. A democracia, para mim, é o conjunto de três coisas: eleição direta e limpa, Estado de Direito (a lei está acima da autoridade pessoal) e respeito às instituições acima das conveniências momentâneas. É o suficiente? É claro que não. Mas o resto é decidido nas urnas, pelo próprio povo. Faz parte do jogo político.
Diários de Motocicleta e Paixão de Cristo
- Como eu disse, me pareceu vulgar e extremamente carola “A Paixão de Cristo”.
- “Diários” também é a minha prioridade para essa semana. A imprensa está o elogiando bastante. Mas isso pode até ser mal indício.... Depois quero voltar lá no “Vastas Emoções” e comparar a minha opinião com a do Tiago, que viu uma pré-pré-pré-estréia.
Balanço rápido do final dos campeonatos europeus
- Milan. Para mim, o melhor time do mundo. Ganhou o calccio folgado e mostra muito equilíbrio na defesa e no ataque, com ótima temporada de Kaká e Shevchenko.
- Ajax. Depois de um ano de hegemonia do PSV, voltou a vencer o campeonato holandês. A eliminação rápida na Champions deve ter pilhado o time para isso.
- Werder Bremen (campeão alemão). A maior surpresa. O destaque foi o brasileiro Aílton, que não pára de marcar gols.
- Porto. Mantém a hegemonia e agora vai pela Champions. Até agora, vai ganhando todos os títulos que disputa, desde o ano passado. Excelente trabalho de Mourinho, que vai para o Chelsea. Minha aposta na final.
- Valência. Depois do fracasso do Madrid, o chato, constante e organizado time do Valência leva merecidamente a Liga. Destaque para o goleador Mista e Vicente, que fez um monte de gols.
- O Arsenal aproxima-se de um feito que nenhum time conseguiu no século XX: ser campeão da Premierleague invicto.
- No campeonato francês, segue a disputa entre Lyon, Mônaco e Olimpique de Marselha.

07 promessas para o rol dos eternos nascidos pós-2000

7. Jet – Essa gurizada, na linha do Strokes, foi no rock de raiz, puxando alguma coisa do The Who e do Led. As baladas são um pouco ingênuas e as letras não são também lá grande coisa. Mas tem potencial.

6. Linkin Park – Um dos difusores do “nu metal”, variam entre o hip hop, o rock, o metal e o eletrônico. Sem falar que o Chester canta muito bem. Se deixarem um pouco de lado o lado comercial, podem ser uma das boas bandas daqui para adiante.

5. Evanescence – Se a banda melhorar um pouquinho, sua combinação de gótico com eletrônico pode ficar bem interessante, principalmente pela linda e dona de poderosa voz Amy Lee. Atualmente, ela é bem superior à sua “cozinha”.

4. John Mayer – Ele é ousado e muito talentoso. O que enche o saco é o seu lado de bandinha pop. Se ele deixasse de lado essa coisa pegajosa, com refrõezinhos melosos e tal. Uma música típica desse gênero é “Split Screen Sadness”. Mayer tinha que investir no rock. Parar com essas frescuras e tocas músicas com mais personalidade, como “Why Georgia” ou “Bigger than my body”.

3. The Strokes – Show de bola. Vocal sujão, rock n’ roll, estileira retrô. O difícil vai ser daqui para a frente. Com dois discos rápidos e rasteiros, o Strokes vai ter que variar. Mas confio no talento desses garotos pirados.

2. The White Stripes – Um banda totalmente atípico, sem baixo, totalmente rock, blues, yellow submarines. Talvez um pouco mais de psicodelia, mas sentimos que Jack White, com sua atipicidade de negar o contrabaixo e os equipamentos modernos de gravação, está sempre na borda do limite.

1. Coldplay– Coldplay é uma promessa? Bom, da minha parte, eles já são clássicos. “Parachutes” ‘e “Rush of Blood” são discos perfeitos. Quem grava “The Scientist”, “Trouble”, “Yellow” e “Clocks” está nitidamente acima do patamar.

Uma coletânea para o meu pai
- Fizemos um desafio: ela gravará uma coletânea de músicas que eu não conheço da época dele, e eu farei uma para ele. No fundo, é uma disputa dos 50/60/70 contra os 80/90/2000. No próximo post publico minha tracklist.

Leitura Recomendada

Sthendal – O Vermelho e o Negro.


É meio desnecessário recomendar clássicos tão óbvios. Mas, vamos lá... Influenciado pela mentalidade napoleônica da época, um jovem resolve ascender-se socialmente através da sua inteligência e dissimulação. Grande investigação da alma humana, típica dos franceses realistas do século XIX. O livro é delicioso não só pela psicologia da ambição e da cobiça burguesa, mas também pela própria história que vai se desenrolando e te fazendo curioso do final.


Trilha sonora do post: Radiohead, “My Iron Lung”.

enviada por -M-O-X-



03/05/2004 16:47
Waldomiro Diniz
- Acompanhei de longe a discussão, mas, pelo que pude observar, trata-se de uma metralhadora jornalística. Embora nada houvesse a acrescentar à reportagem inicial, a imprensa todos os dias metralhava o mesmo assunto, nem que fosse só para tomar opiniões de políticos da oposição. Ninguém provou nada contra Dirceu. Mesmo assim, a imprensa quis queimá-lo. Não entendo isso como um erro de Lula. A medida adequada – demissão do Waldomiro – foi tomada. O resto seria um exagero, considerando a competência do Chefe da Casa Civil.
Política econômica
- No Brasil, não existe ainda a cultura da democracia. Obras além de governos, políticas a longo prazo, tudo isso está fora dos nossos lugares-comuns. O que Lula está tentando fazer é dar seqüência ao que FHC fez, dando uma melhorada. Baixar os juros na base da caneta seria sucumbir à inflação. Os investimentos podem sair? Podem. Ruim com eles; pior, sem. Já dei o exemplo do futebol aqui: os melhores períodos do futebol brasileiro foram na época do Palmeiras-Parmalat e do Corinthians. Pudemos trazer e manter nossos talentos e formar times bem competitivos. O futebol é apenas mais um reflexo da economia. Para atrair esses investimentos, é preciso estabilidade financeira. Ou ser os EUA, que têm a maior dívida interna do mundo (impagável), mas ninguém fala nada.
Salário Mínimo
- Sim, foi um soco no estômago. O aumento foi o possível, considerando que o Governo está priorizando os que vivem abaixo da linha da pobreza (por isso o aumento maior no Bolsa-Família) em detrimento da classe média. Isso é muito claro e duvido que algum membro do Governo negue. O erro crasso e doído foi a demora, que criou esperança, em anunciar. Foi de uma infelicidade política notória.
Promessas
- Lula vai cumprir o que der e, podem acreditar, vai ser bem melhor que FHC. O Governo anterior era um empilhado de burocratas que fracassou nas políticas sociais, desmontou o setor público, privatizou a preço de banana, etc. Teve alguns acertos, como na área do Serra, no que tange aos genéricos e a defesa internacional da quebra de patentes, por exemplo. Mas, de um modo geral, sinto esse governo mais sólido e bem-intencionado.
- Nenhum político cumpre tudo que promete. Isso é ruim para a democracia? É. Mas, de certa forma, é inerente a qualquer governo representativo: qualquer regime tem políticos que prometem mais que podem fazer. Em POA, o governo é do PT há 16 anos e ainda não cumpriu todas as promessas. Por que se reelege? O povo sabe que outros também não cumpriram, e pelo menos o PT cumpre algumas.
Último comentário
- Não vou assumir o papel de advogado do Governo. Eu também queria uma reforma tributária mais profunda, uma política econômica mais flexível, um salário mínimo de mais de R$ 300,00, um grande número de desapropriações de terras, uma reforma política forte, etc. Mas tenho uma confiança pessoal no Presidente. Sinto que, se ele está lá e não faz, é porque não consegue mesmo. Não sinto um pingo de corrupção nele (talvez eu seja apenas um ingênuo). E qualquer um que não seja um revolucionário do PSTU ou um super-herói Collor de Mello também não conseguiria.
Kill Bill, A Paixão de Cristo e O Retorno do Talentoso Ripley
- Kill Bill é sensacional, mas não acho necessário resenhar. O Tiago, do “Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos”, o Roger, do “Poptopia”, e o Luiz, do “Blog.Lap”, já disseram tudo. Fica registrada a homenagem do Tarantino aos filmes de luta orientais, aos filmes B, aos animes, à filosofia barata, às mulheres gostosas e puro fogo e ao Bruce Lee. Que venha o volume 02! Ah, trilha sonora impecável, como de costume.
- A Paixão de Cristo, ah, sei lá. É um filme sobre tortura. É um filme carola e ortodoxo. Não acrescenta grandes coisas, do ponto de vista filosófico ou teológico. Enfatiza o corpo, mesmo. Sob esse ponto de vista, é inovador. De fato, foram os judeus que provocaram a morte de Cristo, o que não tem nenhuma implicação para os judeus de hoje. Mas que foram, foram. Pilatos, ao contrário do que está no filme, devia ser um romano sádico, como todos, que apenas se divertia com a ignorância do povo dominado. No final das contas, foi um indiferente a tudo aquilo. No filme, ele até parece benevolente. Não existia romano benevolente. Fugia à própria noção de potência deles.
- O Retorno do Talentoso Ripley é bem angustiante. Ripley deixou de ser aquele jovem inseguro e ambíguo para se tornar um frio e pomposo criminoso, quase um Hanibal Lecter, casado e rico. Atuação impressionante de John Malkovich. Os trejeitos de Ripley, afetadíssimos, ficaram muito bem, ainda que, à primeira vista, não combinem com o físico do ator.
O que ando lendo
- Uma abordagem livre e multidisciplinar do filósofo-jurista Ronald Dworkin sobre aborto e eutanásia. Ele tenta provar que são não só juridicamente, mas também moralmente justificáveis os dois. Bela empreitada.
- De Thomas Pynchon, de quem pouco ouvi falar, “O Arco-Íris da Gravidade”, me pareceu muito interessante. O autor é daqueles “reclusos” da imprensa.
Derrota lá e aqui: o Grêmio e o Madrid
- Lá, o Madrid praticamente deu adeus ao título da Liga. Perdeu para o La Coruña a agora vai ter que encarar críticas severas à sua política de “Zidanes y Pavones”. Precisa, no mínimo, de um zagueiro e um volante. Ayala e Emerson seriam boas opções. E mais uns dois ou três para montar um grupo.
- Carlos Bianchi, hoje no Boca Juniors, seria o treinador perfeito para o Real Madrid. Ele é capaz de fazer os jogadores renderem na sua máxima potência. É disso que precisa o Madrid.
- Aqui, o Grêmio tomou quatro. Adílson tenta implantar um modo semi-europeu de jogar, alterando formação e esquema de acordo com a partida. Contra ele, há pelo menos quatro fatores: a) os times europeus normalmente variam os jogadores, o esquema permanece (ex., Milan, La Coruña, Valência, Arsenal); b) o Grêmio não tem grupo equilibrado; c) os jogadores brasileiros não estão acostumados. Aqui forma 11 e deixa assim; d) o time está mostrando rendimento muito superior com 3-5-2. Ele pode variar colocando, por exemplo, George no lugar do Michel, para tornar mais ofensivo; ou um dos dois laterais pernas-de-pau no lugar do Elton, para manter mais defensivo. Pode variar a movimentação do Leânderson. Até entendo o que ele quer, mas aqui, no Brasil, não se aceita.
Campeonato Brasileiro
- Com Ponte Preta na frente e Santos quase na zona do rebaixamento, há pouco a analisar. O fato é que teremos, esse ano, um campeonato mais equilibrado. Se o Alex deixar, é claro.

Discoteca Básica

The Jimmi Hendrix Experience – Are you Experienced?.

Guitarra rápida, destemida, pesadaça, fodíssima. Black vocal, escancaradamente blues. Um baixista e um baterista extremamente técnicos e discretos, daqueles tipo John Paul Jones ou Ringo Star. Um power trio que fazia um puta sonzeira, barulhenta e à vontade, deixando a guitarra guiar a música. Que dizer dos riffs que guiam as pauladas Foxy Lady, Purple Haze, Fire ou Stone Free? Sem Hendrix, talvez o rock hoje não pudesse ser tão pesado. Sem ele, não boto minha mão no fogo pela existência de um Led Zeppelin ou White Stripes. O disco ainda traz presentes belíssimos como a sensacional Hey Joe e The Wind Cries Mary. Embora seja de estréia, é recheado de músicas bem arranjadas, experimentais, soladas, pesadas ou leves, mas incrivelmente ousadas. De Jimmy, o guitarrista que está no altar ao lado de Eric Clapton como os deuses da guitarra, você não fala. Você liga o som bem alto e deixa ele arrebentar os vidros ao redor. Ou seus tímpanos.

A propósito:

04 covers absurdamente 'cools' de Jimmi Hendrix:

4. "Angel", Fionna Apple - versão acústica, muita emoção nos vocais, com um piano bala ao fundo;

3. "Little Wing", Skid Row - sim, Skid Row! Tudo bem que a banda era uma b..., mas essa versão, apesar do Sebicha Bicha, digo, Sebastian Bahc, ficou animal...;

2. "Fire", Red Hot Chilli Peppers - a correria do funk metal do RHCP, em pleno "Mother's Milk", caiu otimamente nessa paulada do mestre da guitarra;

1. "Hey Joe", O Rappa - FODÍSSIMA. O Rappa estraçalha nessa música, que combina hip hop e rock, cada um no seu canto, e mostra a letra tudo-a-ver-com-o-Brasil de Hendrix, lá dos anos 60.


Trilha sonora do post: Guns n’ Roses, “Civil War”.

enviada por -M-O-X-



28/04/2004 11:21
Lula: que fazer?
- Pelo menos uma vez na vida, imaginem-se na cadeira do Presidente da República. Se você aumenta o salário mínimo ou o salário dos funcionários públicos conforme a sua vontade, não terá recursos para pagar, salvo se emitir mais moeda e criar inflação, ou se diminuir o pagamento da dívida pública. Se você cancela a dívida, metade dos investimentos no país, pelo menos, vai embora. Viramos, quem sabe?, Cuba. Se você criar inflação, acaba prejudicando a economia como um todo e especialmente aos mais pobres. De um lado, você tem cidadãos de classe média reivindicando maiores salários; do outro, cidadãos que comem lixo e dormem nas ruas. De um lado, você tem invasores de terras que precisam de lugar para trabalhar, mas não tem dinheiro suficiente para comprar terras para todos; do outro, uma forte pressão ruralista no Congresso e, de modo geral, uma reprovação social em toda relativização da propriedade.
- O que quero dizer é que, seja qual for a medida adotada, gerará protestos. Lula não será capaz de resolver todos os problemas brasileiros. Tampouco qualquer outro presidente que assumir nos próximos dez ou quinze anos. Poderemos amenizá-los. É isso que ele tenta fazer. O “imobilismo” que a imprensa acusa, na verdade, é algo bem relativo. Todo governo é, sob esse ponto de vista, “imóvel”. Só por não anunciar suas medidas pela mesma imprensa....
Jet
- Sim, ouvi bastante Jet na Europa. Está em ebulição, assim como Franz Ferdinand. As coletâneas mais vendidas são as do Guns e do REM. Evanescence continua nas paradas. Vi CDs dos Tribalistas e da Maria Rita em algumas lojas. Achei Jet um bom rock, bem básico, mas me surpreendeu a forte influência do The Who nas músicas, como eu acho o Stripes influenciado pelo Led.

Topten das músicas mais ouvidas na viagem

10. John Mayer, “No Such Thing”. A faixa que abre o primeiro disco do John Mayer, “Room from squares”, é empolgante e ótima para ouvir em caminhadas.

9. Coldplay – “Yellow”. Para momentos mais reflexivos, talvez deitado em praças, parques ou qualquer lugar onde bate sol; linda, mas totalmente “cool”.

8. Elis Regina, “Como nossos pais”. Brasil, Brasil, Brasil. Uma das melhores letras de todos os tempos, revelando aquele sentimento que vamos acumulando com o tempo, nossa rebeldia se apagando e a gente comprando fio dental.

7. Radiohead, “Paranoid Android”. Trilha sonora perfeita para os museus, pela sua excentricidade e plasticidade. O único defeito é que compete com os quadros na sua atenção.

6. Oasis, “Songbird”. A primeira composição do Liam arrebenta: violãozinho básico, leveza e letra grudenta. Para ouvir muitas vezes caminhando nos parques londrinos.

5. The Strokes, “What ever happened”. Saía cantarolando essa e as outras músicas do disco pelos parques e praças, como se nada estivesse acontecendo, às vezes até sem o disco tocar no discman. Alguns me achavam meio pirado. Que posso fazer? Fica na cabeça...

4. Massive Attack, “Group Four”. Também trilha sonora perfeita para museus. É uma música completa: vocais e backing vocals variados, uso de instrumentos comuns e eletrônicos, variação rítmica. Compete com os quadros.

3. The Beatles, “Hey Jude”. A minha balada n. 01, para lembrar da minha gata, da família, dos amigos, embalado no vocal de John e no inigualável (palavra exata) backing vocal dos besouros de Liverpool.

2. The White Stripes, “I just don’t know what to do with myself”. Quem diria que Jack White transformaria essa breguíssima canção (escrita, lá atrás, por B. Bacharach) em um rockão com corpo e sangue, guitarra afiada, peso, desespero nos vocais. Fiquei viciado.

1. The Verve, “One Day”. Saudades do Brasil, nossa pequenez nesse mundo, realizar o impossível, navegar nos meus sonhos. Eu, na Europa. “You've been swimming in the lonely sea - With no company”. Tudo condensado na saudade das pessoas e na melancolia da música, mas uma melancolia linda, como a que eu sentia – saudades do meu pessoal com a visão da Plaza Mayor, da Piazza Michelangelo, de Camden Town, Jordaan, no estádio San Siro, Piazza Navona ou Las Ramblas. Tanto faz, Verve era a síntese da minha viagem em qualquer lugar.
Encantamento
- Caminhar pelas ruas do Velho Mundo me fez ter de novo o encantamento pelas coisas do Brasil. Voltei a ter prazer em caminhar pelo nosso centrão, Borges de Medeiros, olhar camelôs, entrar em lojas de discos e CDs, livros usados e novos, pegar ônibus, etc.

Arte para admirar

Três Cristos Crucificados no Museu do Prado

Como meu espaço no Blig se esgotou (vc sabem como é!), e ainda não tive tempo de montar outro blog, cliquem no endereço a seguir e poderão ver os três quadros a que me refiro.

http://www.ctv.es/USERS/ags/00013_mm.htm

Velazquez – El Cristo de San Placido.

Notem o perfeccionismo de Velazquez, com seu estilo de luzes e a leveza, ainda que em uma atmosfera tenebrista. Sem entrar no estilo italiano, desenha com leveza as formas humanas e faz um jogo de cores todo próprio.

Francisco Zurbarán – Cristo Crucificado.

O meu favorito, pelo seu estilo terrível, quase gótico, uma imagem solitária e chocante de um Cristo duro, sofrido. A sensação em ver esse quadro é aterrorizante e espetacular. A sombra é perfeita. Zurbarán é o mestre do tenebrismo.

Francisco de Goya – Cristo Crucificado.

Cem anos depois de Velazquez e Zurbaran, Goya compôs outro Cristo em cenário preto, mas mais enfático e realista que os outros. Zurbarán pretendeu ressaltar a beleza terrível da crucificação; Velazquez, a corporalidade do momento divino. Goya, por sua vez, transformou seu quadro na dor e santidade de Cristo. Notem a expressão facial típica de dor para a elevação, sem falar da luz, que nitidamente ilumina de cima.


Trilha sonora do post: Suede, “The Drowners”.

enviada por -M-O-X-



23/04/2004 01:52
Notícias Pessoais
- Bom, cheguei de viagem. Ao todo, foram 45 dias no Velho Mundo. Experiência fascinante, recomendável a todos que admiram arte, organização, intercâmbio cultural, história e aventura. O lugar que me senti mais à vontade foi a Espanha, com sua cultura festiva e alegre – sobretudo Madrid, onde as raízes espanholas estão bem mais evidentes que Barcelona, que conserva uma atmosfera mais cosmopolita, mas também é absolutamente fantástica.
- Meu roteiro foi: Madrid, Haia, Amsterdã, Roma, Londres, Milão, Florença, Milão, Nice, Barcelona, Madrid. De Roma a Londres e Londres a Milão, obviamente, de avião. O resto, de trem.
- Para quem se interessar, posso dar algumas dicas de viagem.
O Brasil, de novo
- Trânsito bagunçado, insegurança, imprensa metendo o pau no governo, meu time muito fraco, a língua portuguesa ou algo parecido, televisão, minha família, meus amigos, minha gatinha, arroz, feijão, carro, dúvidas...
Topten discos mais ouvidos na viagem

10. John Mayer, Heavier Things. O segundo trabalho de John Mayer segue a linha do primeiro, varia entre o pop-rock, baladas, blues e um toque soul. Linha ambiciosa, aliás. Mas ele a executa com talento. Destaque para as faixas 02 e 09.

9. Gilberto Gil, Unplugged. Show de brasilidade, com arranjos perfeitos, voz, violão, percussão, o Ministro da Cultura dá show de alegria, talento e harmonia. Destaque para “A Paz” e “Aquele Abraço”.

8. Coldplay, Parachutes. O primeiro trabalho da “banda do ano” de 2003 traz leveza, instrumental abundante e músicas “cools”, como Yellow e Trouble. Ainda sem o “peso” dos teclados acrescentado em “Rush of Blood” e sobretudo no disco ao vivo, o Coldplay sobrava em letras e harmonia. Além das duas, também “High speed” é sensacional.

7. Coletânea Massive Attack (Mezzanine) e The Verve (Urban Hymns). Massive é o som perfeito para um museu. Viajante, denso, trabalhado, variado, com músicas longas e pesadas. Destaque sobretudo para “Group Four”, “Inertia Creeps” e “Dissolved Girl”. Já o Verve, com letras fantásticas, o vocal arrastado do Ashcroft, arranjos grandiosos e clássicos. Destaque para “Lucky Man” e “One Day”.

6. Radiohead, Ok Computer. Já falei demais sobre esse disco aqui no blog. Não creio ser necessários mais comentários. Obra-prima. Também é show para museus, especialmente “Paranoid Android”.

5. Oasis, Heathen Chemistry. O mesmo rock n’ roll de sempre, mas robustecido por novas composições do Liam e do resto da banda, saindo do lugar-comum. Destaque para “The Hindu Times” e “Songbird”.

4. The Beatles, Coletânea. Uma coletânea que roubei, durante a viagem, de um amigo meu, porque me esqueci de levar Beatles. Com ênfase na fase dos reis do ié-ié-ié. Destaque para “Hey Jude” e “A Hard Day’s Night”.

3. Radiohead, The Bends. De novo? Desculpem, fã é fã. “High and Dry”, “Fake Plastic Trees” e “Just” são essenciais.

2. The White Stripes, Elephant. O ambicioso Jack White, com uma guitarrinha, estraçalha e lasca blues, rock, baladas e muito mais. Influência clara do Zeppelin, especialmente na bateria. Destaque absoluto para “I Just don’t know what to do with myself”.

1. The Strokes, Room on Fire. Sim! Uma paulada só! Vocal sujo, instrumental simples, ênfase no contrabaixo. Letras divertidas, músicas curtas, vontade de pular. Tudo isso fez do segundo disco do Strokes o mais tocado no meu discman!

No próximo post, publico as dez músicas mais ouvidas.

O Madrid de ontem e o de hoje
- Não porque Beckham seja pior que Makelele, nem Queiroz que Del Bosque, mas o Madrid dessa temporada é mais fraco que o da passada. Com dois laterais que sobem ao mesmo tempo e nenhum volante, que defesa agüenta o tranco? Nenhuma no mundo. Com Makelele, havia cobertura dos flancos e proteção aos centrais. O Madrid de hoje comete duplo erro defensivo: nem os laterais fecham como terceiros zagueiros, nem os volantes cobrem os laterais. Tripla brecha para atacantes. Fiesta.
- E eu que fui ver Real Madrid 0 vs. 3 Osasuna. Que fiasco!
Retribuição
Bom, por enquanto fico por aqui, agora vou visitar os blogs de vocês. No próximo post, volto com algumas das colunas e talvez comece a escrever alguma coisa sobre pintura ou escultura, focando nos museus que estive. E talvez (mais talvez ainda) possa comentar algo sobre política ou futebol daqui.


Trilha sonora do post: Jet, “Are you gonna be my girl”.

enviada por -M-O-X-



04/04/2004 10:54
Cartas de Londres III
Saideira


Discos
Depois de visitar as coisas de praxe, Museus e Monumentos, fui conhecer a Londres dos Beatles, Rolling Stones, Oasis, Verve e Radiohead. Ou seja, do bom e velho rock n' roll. Fui em muitas lojas de discos, me apaixonei por varios, mas a conversao euro/libra eh muito foda. Eles adoram adoram e cultivam as bolachas, inclusive encontrei um LP dos Beatles por £ 500,00, mais de dois mil reais!

Um lugar chamado Notting Hill
Fui visitar o bairro tipicamente ingles de quinquilharias e lojas de discos e livros. A atmosfera eh sensacional, tudo eh antigo e bem local, distante da Londres central, que eh totalmente cosmopolita (ha muito mais estrangeiros que londrinos aqui). Depois da caminhada, parei num pub que toca house e tomei um pint, conversando com uma neozelandesa e um japa.

Camden Town
Eh um bairro repleto de lojas com souvenirs, onde os vendedores falam ingles carregadissimo para tudo que eh lingua possivel, e a lingua menos falada eh o british english. Os camelos (sim,camelos) vendem tudo que eh tipo de roupa e tem muitas banquinhas que botam o som a todo volume, com musica eletronica ou hardcore. Eh cheio de punks, skinheads, clubbers, etc. Foi muito divertido.

The Beatles
hoje duas visitas: uma na Abbey Road, onde tirei a tipica foto na faixa de seguranca, outra na Beatles store, uma loja que vende tudo que eh possivel e imaginavel dos Beatles.

Albergue
Fiquei num albergue bem meia boca ontem, mas pelo menos deu para tomar uns pints ateh acabar e dinheiro e bater um papo com uns dinamarqueses malucos que soh falavam de futebol e mulher o tempo inteiro. Os gringos ateh conheciam Cruzeiro, Flamengo, Sao Paulo, Santos e... claro, o Gremio!
Evidentemente que eles acharam que era o unico time de Porto
Alegre... o outro nunca cruzou a fronteira...

Tamisa
A vista da Tamisa ao lado da London Tower e da London Bridge eh sensacional. Vc tem a sensacao de estar naqueles livros ingleses do seculo XIX, com aquelas descricoes do rio e das longas caminhadas na sua margem....

Idioma
Bom, sete dias me fizeram conseguir entender um pouco melhor os ingleses. Acho que com um mes a gente se acostuma com o acento. Jah me comunico numa boa, ainda que as vezes tenha que dizer ok, oh right..... O maior problema eh perguntar "onde fica a rua tal...".

Jogo e Noite de Sabado
Nao podia ir embora sem tomar um pint de guiness vendo futebol em um pub. Fui assistir ao 5 a 1 do Madrid sobre o Sevilha. Literalmente atropelou.
A noite de sabado foi na casa do Bruno, que agora estah de cabecao raspado. Tomamos um monte de cidra (sim, eles bebem isso por aqui) e fomos dormir podres, domingao de ressaca. A casa do Bruno soh tem brasileiros e a maioria eh de Porto Alegre, o que me fez me sentir em casa um pouco.

Saudades
Po, galerinha, eh impressionante a ambivalencia dos sentimentos aqui: prazer pela viagem, mas tb uma saudade enorme de estar ai. Nao vou nem comentar as minhas saudades da De e da minha familia. Mas, alem disso, sinto falta de tomar uns tragos com vcs e bater um papo furado. Sera muita bala poder voltar a ver todos vcs que recebem essa mensagem. Me mandem noticias do que anda rolando nas vidas de vcs e ai no Brasil.

Abracos e beijos.


Carta de Florenca
Os italianos

Florenca
Estou falando da Internet em Florenca, acho que a mais cara do mundo. Cheguei hoje e ainda nao tive grande impressao sobre a idade, a nao ser comemorar o sol e o calor que fazia. Conheci, por fora, algumas Igrejas, o domo e a catedral, Aqui tem que pagar para entrar na Igreja! Fala serio!

Milao
Milao eh bem mais elegante e civilizada que Roma. O povo eh mais
educado, tenta se fazer entender e eh honesto, pelo menos. Mas a
cidade nao tem grandes atracoes turisticas.

Boa noticia!
A boa noticia eh que fiquei num albergue perto de San Siro e descolei um ingresso para o jogo de domingo, Internazionale vs. Juventus. Sem comentarios! volto para Milao domingo e depois tchau Italia, Vou para Paris.Estou de saco cheio desses italianos.



Cartas de Milao
Ciao Italia!


FLorenca
Cidade bonita, pequena e aconchegante. Temperatura otima, cheguei a usar manga curta. Encontrei uma amiga, Camila, deu para botar o papo em dia. Ela estah morando lah e facilitou para conhecer lugares, em um passeio jah tinha conhecido 80%. O destaque sao o Duomo, a Galeria Uffizzi e a Piazza Michelangelo. Na galeria da academia, o conhecido Davi, de Michelangelo, idolatrado pelos fiorentinos. Na Uffizzi, achei maravilhosos a Venus de Botticcelli e Tiziano. Tb havia mais Michelangelo, Leonardo e Rafael. Na piazza, eh possivel ver toda cidade de cima - muito lindo.

Acidente
Anteontem de noite acordei no meio da noite para ir ao banheiro, tropecei e bati na quina do armario. Abri um corte enorme no meu rosto. Na manha seguinte tive que ir no hospital tomar pontos. Estou com um esparadrapo que cobre metade da minha cara no rosto. Um saco.

Meu estado
Estou muito cansado. Trocar de albergue para albergue, arrumar e carregar a mala, procurar nova estadia, etc., eh muito cansativo. Alem disso, morro de saudades de todo mundo. Acho que por volta do dia 20 estarei voltando. Eh impossivel imaginar eu voltar de viagem e ter que trabalhar dois dias depois.

Hoje
Hoje vou ao San Siro ver Internazionale vs. Juventus. Show. Estou bem empolgado, ver um classico italiano. O pior eh que descobri que as duas proximas partidas do Madrid no campeonato espanhol, depois que eu chegar lah, serao contra Atletico de Madrid e Barcelona. Vai ser foda conseguir ingresso!

Amanha
Pode parecer maluco, mas ainda nao decidi se amanha vou a Paris ou direto a Barcelona. Como disse, estou muito cansado e, mesmo que fique em Paris, nao vou conhecer o suficiente, apenas dois ou tres dias. Amanha eu decido a proxima parada.

Respostas
Mais uma vez obrigado a todos que me mandam noticias. Tenho tentado responder na medida do possivel. Eh muito, muito reconfortante ter mensagens amigas para ler quando chego no cyber cafe. Me contem o que andam fazendo por ai, o que anda acontecendo em POA e no Brasil, que estou totalmente por fora.

Um abracao para todos.
enviada por -M-O-X-



24/03/2004 17:41
Cartas de Roma II
Em Roma todo mundo eh vigarista

- Bom, temos passeado bastante. Nesse tempo todo, conhecemos o Pantheon, Coliseu, Termas de Diocleciano, Mercados de Trajano, Forum Romano, Palatino e varios outros monumentos arqueologicos da Roma Antiga. A grandiosidade eh sensacional, sem falar na sensacao de estar contemplando uma obra de mais de dois mil anos.
- Tb, eh obvio, temos visitado muitas Igrejas, que eh o que mais ha em Roma. Todas sao recheadas de ouro e possuem cupulas altissimas, ornamentadas com pinturas de Rafael, Michelangelo e outros famosos. Domingo fomos no Vaticano e pegamos o pronunciamento do Papa, ao vivo e a cores, para depois visitarmos a Basilica de Sao Pedro. Mas os museus estavam fechados. Entao vamos visitar a Capela Sistina e as Salas de Rafael amanha.
- No sabado, pegamos a passeata contra a guerra do Iraque, >milhares de pessoas caminhavam e xingavam Bush e Berlusconi. Tiramos fotos sensacionais da multidao passando em frente ao Coliseu.
- Os italianos sao incrivelmente "falcatruas". Estamos chocados. Nao ha um lugar que vc va que nao seja explorado. Restaurantes, entramos e perguntamos o preco de cada coisa, jah que toda vez que recebiamos a conta era o valor que imaginavamos x 3. Aqui parece nao haver CDC. O povo eh muito gritao e fiquei com uma sensacao de pouca educacao, ainda que se compreenda ser o "jeitao" italiano de ser. Eh que, em paralelo com a Espanha, pais que se desenvolveu em 20 anos, estah muito, muito atras.
- Amanha embarco para Londres de aviao. A passagem nao eh muito cara e a volta ficou praticamente soh taxas. Passo uma semana lah e depois volto para conhecer Veneza, Florenca, Milao, Paris, arcelona, Sevilha e volto para Madrid. Quando terminar esse trajeto, conseguindo ver um jogo do Real Madrid e um corrida de touros, estou voltando.

Pessoal, nao esquecam de mim! Me contem o que andam fazendo por ai, porque sinto falta de todos vcs!


Beijos e abracos.


Cartas de Londres I
Voltei a civilizacao

- Depois da selva em Roma, finalmente me sinto de volta a um ambiente de pessoas educadas, muita organizacao, limpeza nas ruas, etc. Londres eh, literalmente, primeiro mundo.
- Estou ha apenas um dia entao nao tenho aindfa grandes analises da cidade. Soh posso dizer que o Big Ben e o Parlamento sao muitos charmosos e que fui conhecer a National Gallery, com quadros de Rembrandt, Van Gogh, Leonardo, Rafael, Caravaggio, Monet, Manet, etc. Muito legal.
- Obrigado a todos que responderam. Nao se esquecam de me contar o que estah rolando por ai!

Abracos e beijos para todos.


PS: Desculpem a falta de comentarios nos blogs de vcs. nao dah tempo!

enviada por -M-O-X-






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